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Entregas com drones no Brasil: o quanto ainda distante estamos desta realidade?

Quando o assunto é inovação, tecnologia e logística o Brasil ainda está distante da China, mas parece visível que em pouco tempo nosso céu também estará repleto de aeronaves não tripuladas realizando entregas nos lugares mais remotos. 

A gigante Chinesa SF Express, a maior empresa de logística do país, anunciou esta semana que sua subsidiária Fengyu Shuntu Technology recebeu a primeira autorização do governo oficial na China para realizar entregas via drones.

A empresa pretende usar drones para entregar mercadorias em áreas rurais e escassamente povoadas na China e já vinha fazendo testes desde meados de 2017.

O sistema de entrega aérea será baseado em três etapas:

  • Os aviões transportarão grandes quantidades de mercadorias por todo o país.
  • Os grandes drones os distribuirão aos armazéns locais.
  • Pequenos drones farão as entregas finais aos clientes.

Em testes realizados na província de Yunnan em dezembro passado, outra subsidiária da SF Express entregou suprimentos de emergência por meio de um drone capaz de transportar 1,2 toneladas métricas (1,3 toneladas).

A licença anunciada se aplica ao espaço aéreo no leste da China, onde mais 80% dos pedidos de logística na China ocorrem.

Ainda há questionamentos quanto à utilidade desses serviços nas grandes cidades, onde as alternativas são abundantes e bem estabelecidas. Os mais céticos não ainda creditam muito valor a inovação.

Independentemente disso, as empresas chinesas estão correndo para oferecer entregas via drone, impulsionadas em parte pelo boom de comércio eletrônico da China.

A JD.com, o segundo maior player de comércio eletrônico da China, vem testando drones que transportam produtos para áreas rurais do norte.

A missão será construir 185 portos na região montanhosa do sudoeste da China – acredita-se que isso pode reduzir seus custos logísticos em mais da metade.

Na província de Zhejiang, a filial de logística do e-commerce Alibaba, Cainiao, recentemente usou drones para entregar as folhas de chá das encostas das montanhas diretamente aos centros de processamento abaixo, acelerando o tempo de comercialização.

Empresas mundiais que pretendem usar drones para entregas

  • Amazon – A gigante americana já anunciou sua pretenção em usar drones para entregar rapidamente produtos na casa de clientes. A empresa não é a primeira a apostar na inovação.
  • Dominos Pizza – A rede de pizzaria norte-americana foi uma das pioneiras a realizar testes de vôo e fazer entregas por meio de um drone.
  • Zookal –  Em parceria com uma startup local chamada Flirtey, a livraria australiana Zookal começou neste ano a utilizar hexacópteros para entregar materiais de estudo. O serviço foi criado para diminuir os custos de envio, e quem optar por usá-lo paga 20 dólares australianos e recebe o produto no mesmo dia. O sistema é completo, aliás, e conta até com um aplicativo. É por ele que são feitos os pedidos, registrados pela empresa e depois devidamente enviados.
  • Oppikopi Beer Drone – Organizadores do festival de música Oppikoppi, realizado anualmente na África do Sul,  por meio de um app uma pessoa recebe uma lata lançada pela máquina voadora.

Nenhuma perda nem dano foi registrada pelas cervejas voadoras, já que caíram com um paraquedas em uma área aberta.

 

No Brasil

Empresas brasileiras já começam a se organizar para apostar no nicho. Diversas delas já criaram um formato De negócio utilizando as famosas aeronaves não tripuladas comumente usadas no segmentos de foto filmagem, telejornalismo, topografia, aero monitoramento são os mais Comuns entre as empresas brasileiras.

Uma empresa gaúcha Flyware de conquistou nova licença comercial Part 107 da FAA, Federal Aviation Administration, uma entidade governamental dos Estados Unidos que regulamenta o setor de segurança de aviação. Com a licença, a empresa brasileira de drones poderá atuar em território americano.

Já por aqui, a ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil, em 2017 criou regras para as operações civis de aeronaves não tripuladas, também conhecidas como drones. Os aeromodelos operados em linha de visada visual até 400 pés acima do nível do solo devem ser cadastrados e, nesses casos, o piloto remoto do aeromodelo deverá possuir licença e habilitação. Só é permitido um piloto por aeronave não tripulada.

Fato é que ainda temos um longo caminho a percorrer para que no Brasil a ideia seja finalmente implementada por mais empresas de outros segmentos. Os entraves da legislação e Impactos da gestão operacional das aeronaves não tripuladas ainda trás dúvidas quanto à aceitação.

Estamos próximos dessa realidade?

Fontes: Exame, Quartz e Redação Uppertruck

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