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Exportadores de soja criam medidas de apoio aos caminhoneiros durante a crise do coronavírus

Setor vai distribuir kits de alimentação e vai destacar as medidas de prevenção à doença nos pontos de parada dos motoristas.

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Com postos fechados em razão da pandemia de coronavírus, caminhoneiros têm dificuldades para comprar comida na região de Ribeirão Preto, SP — Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

A associação que representa as exportadoras de soja do Brasil (Abiove) anunciou nesta quarta-feira (1º) que vai fornecer aos caminhoneiros kits de lanches nos pátios nas estradas do país que não possuem estrutura de restaurante ou refeitório enquanto durarem as medidas de isolamento para controle do novo coronavírus.

A soja é o principal produto do agronegócio brasileiro, ela é utilizada na fabricação de óleos, ração para animais e usado na fabricação de biodiesel.

A entidade afirma que mapeou os serviços oferecidos nos 158 pátios próprios de suas associadas e elaborou um plano de ações “visando dar melhores condições de trabalho aos motoristas que não param de circular pelo Brasil levando produtos que garantem a segurança alimentar de milhões de brasileiros”.

No estado de São Paulo, caminhoneiros poderão utilizar o portal Abastecimento Seguro, selecionar a necessidade e escolher o tipo de serviço visualizando quais estabelecimentos estão atendendo.

Como medidas preventivas, cartazes de conscientização e marcações de distanciamento também foram implantados nas instalações, bem como ações de reforço da higienização dos ambientes e sanitários, inclusive com a disponibilização de álcool gel em pontos dos pátios.

“O trabalho do transportador é fundamental para toda sociedade. Atuar para garantir melhores condições de trabalho nas estradas neste cenário crítico, de grande insegurança para todos, é fundamental”, afirmou em nota o presidente da Abiove, André Nassar.

O estudo realizado pela Abiove identificou todos os pátios utilizados pelas suas associadas, que representam cerca de 60% do mercado de soja brasileiro.

Foram analisados 228 pátios, sendo 158 próprios, 38 operados por parceiros e 32 pátios em pool localizados em portos e áreas de transbordo. A partir do levantamento, um plano de ações para uniformização das práticas foi colocado em prática.

No início da semana, a Abiove relatou que continuavam as paralisações de postos de serviços a caminhoneiros no interior do país, medidas que foram impostas por municípios para combater a doença.

O fechamento de borracharias e restaurantes nos postos está “dificultando o transporte no nosso setor e ainda não vimos uma mudança desde que a portaria (que detalha os serviços essenciais) foi publicada pelo governo semana passada”, disse a Abiove.

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