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Pesquisa CNT de rodovias aponta situação das rodovias no Brasil

As rodovias no Brasil aparecem cada vez mais decadentes. A Confederação Nacional do Transporte realizou uma pesquisa nacional, onde apontou um resultado em que a proporção de estradas avaliadas como regulares, ruins ou péssimas subiu de 58,2% no ano passado para 61,8% em 2017.

A CNT também apontou que a qualidade das rodovias depende, diretamente, do investimento feito nelas. “Quanto maior o investimento, melhor a qualidade percebida”, afirma o relatório da CNT.

“Assim, a redução dos aportes destinados à infraestrutura rodoviária desde 2011, sem um significativo ganho de eficiência na execução das intervenções, foi um fator determinante para a queda da qualidade das rodovias federais brasileiras”.

Em 2011, o governo gastou R$ 11,21 milhões com a manutenção das rodovias; este volume foi caindo até quase a metade, e hoje a CNT projeta que os gastos vão fechar o ano em R$ 6,61 milhões. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados.

A CNT realizou a21ª Pesquisa de Rodovias do Brasil e o estudo chega à conclusão de que, com menos investimento, dificilmente a percepção sobre as estradas vai melhorar. Abaixo segue o quadro com os dez piores trechos de estradas no Brasil, segundo a CNT (do pior para o menos pior):

Posição Trecho Rodovias Classificação
109ª Natividade (TO) – Barreiras (BA) BA-460, BA-460/BR-242, TO-040, TO-280 Péssimo
108ª Marabá (PA) – Dom Eliseu (PA) BR-222 Ruim
107ª Jataí (GO) – Piranhas (GO) BR-158 Ruim
106ª Marabá (PA) – Wanderlândia (TO) BR-153, BR-230, PA-153/BR-153 Ruim
105ª Rio Verde (GO) – Iporá (GO) GO-174 Ruim
104ª Belém (PA) – Guaraí (TO) BR-222, PA-150, PA-151, PA-252, PA-287, PA-447, PA-475, PA-483, TO-336 Ruim
103ª Teresina (PI) – Barreiras (BA) BR-020, BR-135, BR-235, BR-343, PI-140, PI-141/BR-324, PI-361 Ruim
102ª Barracão (PR) – Cascavel (PR) BR-163, PR-163/BR-163, PR-182/BR-163, PR-582/BR-163 Regular
101ª Brasília (DF) – Palmas (TO) BR-010, DF-345/BR-010, GO-118, GO-118/BR-010, TO-010, TO-050, TO-050/BR-010, TO-342 Regular
100ª Florianópolis (SC) – Lages (SC) BR-282 Regular

PARANÁ

A pesquisa da CNT revelou que 59,9% (3.793 km) da malha rodoviária do Estado do Paraná apresenta algum tipo de deficiência, sendo classificados como regulares, ruins ou péssimos. Apesar desse índice, ainda assim as vias paranaenses são as mais bem avaliadas da Região Sul. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 6.336 km no Estado.

Os 40,1% (2.543 km) restantes foram avaliados como ótimos ou bons. O estudo leva em consideração as condições do pavimento, da sinalização e da geometria da via. Estima-se que seja necessário investir mais de R$ 2,6 bilhões para ações emergenciais de reconstrução e restauração das vias e manutenção de trechos desgastados.

 

CEARÁ

Cerca de 61% ds rodovias no estado do Ceará possui algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo). Por outro lado, 39,4% (1.424 km) tiveram classificação ótimo ou bom. O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 3.618 km no Estado. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados.
Conforme a CNT, o pavimento problemático do Estado eleva o custo do transporte rodoviário em 25,6%, pelo fato de aumentar o custo com manutenção de veículos e o consumo de combustível.

 

RONDÔNIA

A pesquisa revela que 50,2% (927 km) da extensão avaliada em Rondônia teve classificação ótimo ou bom, enquanto que 49,8% (922 km) apresentam algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo). O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 1.849 km no Estado. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados.

 

PARAÍBA

A maior parte das rodovias da Paraíba tem boa avaliação segundo a pesquisa. Dos 1.711 km de vias percorridas e avaliadas no Estado, 56,7% (970 km) foram classificados como ótimos ou bons. O restante da malha – 43,3% (741 km) – é considerado regular, ruim ou péssimo.

 

RIO GRANDE DO NORTE

No Rio Grande do Norte, 53,9% (1.020 km) da extensão avaliada apresentam algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo). Enquanto que 46,1% (874 km) tiveram classificação ótimo ou bom. O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 1.894 km no Estado. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados.

 

MATO GROSSO DO SUL

62,1% (2.774 km) das rodovias foram consideradas regulares, ruins ou péssimas. Na última edição do estudo, esse índice foi de 55,3%.

Dos 4.468 km percorridos pela equipe da pesquisa no Estado, 1.694 km (37,9%) foram avaliados como ótimos ou bons. Para chegar a esses números, a avaliação do estado geral leva em consideração o pavimento, a sinalização e a geometria da via.

ESPÍRITO SANTO

No total, 67,7% (1.181 km) da extensão avaliada no Estado apresentou algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo). Já 32,3% (564 km) tiveram classificação ótimo ou bom. O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A pesquisa da CNT percorreu 1.745 km no Estado. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados.

 

TOCANTINS

Em Tocantins, 83,3% (2.701 km) da extensão avaliada apresenta algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo). O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via, enquanto que 16,7% (541 km) teve classificação ótimo ou bom. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 3.242 km no Estado. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados.

 

RORAIMA

79,5% (799 km) da extensão avaliada apresenta algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo), enquanto que 20,5% (206 km) tiveram classificação ótimo ou bom. O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 1.005 km no Estado.

 

SERGIPE

Em Sergipe, 72,8% (478 km) da extensão avaliada presenta algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo), enquanto que 27,2% (179 km) teve classificação ótimo ou bom. O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via.

 

AMAPÁ

O Amapá teve o pior estado geral das rodovias pesquisadas em todo o país. No total, 96,6% (488 km) da extensão avaliada apresentou algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo), ao passo que somente 3,4% (17 km) tiveram classificação ótimo ou bom. O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A avaliação geral do país representa 61,8% das rodovias com problemas. A pesquisa da CNT percorreu 505 km no Amapá.

GOIÁS

65,4% (4.356 km) da extensão avaliada das rodovias de Goiás apresentou algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo), ao passo que 34,6% (2.309 km) teve classificação ótimo ou bom. O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A pesquisa da Confederação percorreu 6.665 km no Estado. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados.

 

RIO DE JANEIRO

53,3% (1.360 km) das rodovias avaliadas no Rio de Janeiro são consideradas ótimas ou boas. De acordo com o levantamento, 46,7% (1.195 km) apresentam algum tipo de deficiência. O levantamento da CNT avalia o estado geral da malha rodoviária pavimentada de todo o país, considerando pavimento, sinalização e geometria da via. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 2.555 km no Rio de Janeiro.

PARÁ

86,5% (3.365 km) das vias do Estado do Pará foram classificadas como péssimas, ruins ou regulares. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 3.892 km no Estado e, desses, apenas 13,5% (527 km) foram considerados ótimos ou bons.

 

SANTA CATARINA

63,7% (2.070 km) da extensão avaliada apresenta algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo), enquanto que 36,3% (1.179 km) tiveram classificação ótimo ou bom. O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 3.249 km no Estado. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados.

 

ALAGOAS

A pesquisa da CNT percorreu 787 km no Estado. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados. Em Alagoas, o acréscimo do custo operacional devido às condições do pavimento chegou a 11,1% no transporte rodoviário, valor bem abaixo dos 27% da média nacional.

 

SÃO PAULO

77,8% (7.786 km) das rodovias avaliadas tiveram classificação ótimo ou bom, enquanto que 22,2% (2.216 km) apresentam algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo). O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 10.002 km no Estado. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados.

 

Para saber mais sobre a pesquisa CNT de rodovias clique aqui.

1 Comentário

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