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08/07/2018
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Soja: Enquanto Brasil perde com baixo escoamento, EUA comemoram com alta nas vendas.

Em mais uma semana que parecia perdida para os preços da soja, o mercado na Bolsa de Chicago mudou de mão e fechou o pregão desta sexta-feira (6) com alta de quase 40 pontos entre os contratos mais negociados.

Mercado Americano

A soja e sua constantes altas surpreenderam consultores e analistas, uma vez que seria neste 6 de julho a data limite para o início da vigoração das tarifações de China e Estados Unidos, efetivando o início de uma guerra comercial que, até então vinha sendo trabalhada somente nos discursos e ameaças.

Os investidores apostam em números entre 116,35 milhões a 120,56 milhões de toneladas para a safra de soja dos EUA na temporada 2018/19. No relatório anterior, o número projetado foi de 116,48 milhões de toneladas.

Mercado Brasileiro

Mesmo com o terrível entrave logístico causado pela tabela de frete mínimo imposta pelo governo federal que ocasionou baixa no escoamento e retenção do produto nos armazéns, os resultados das vendas de soja ainda são prósperos. E esse tem sido o mais importante fator de sustentação para as cotações nacionais.

Os preços da soja nos portos do Brasil voltaram a testar a casa dos R$ 90,00 por saca e a retomada estimulou novos negócios no país.

O dólar, nesta sexta-feira, foi o fiel da balança para os preços da soja, vindo na contra-mão das altas em Chicago, como tradicionalmente acontece, e do ganho dos prêmios. A Rumo logística bate novo recorde de transporte de cargas.

Ainda assim, a moeda americana encerrou a semana sendo cotada a R$ 3,8687. Associações se mobilizam para criar cooperativas para a compra de grandes lotes de caminhões afim de atender a prévia e alta demanda de soja retida nos estados de produção para retomar as exportações.

Mercado Argentino

O país vizinho deverá colher entre 36 milhões a 39 milhões de toneladas de soja. O USDA projetou a produção argentina da oleaginosa em 39 milhões de toneladas em maio.

No caso do milho, as estimativas giram em torno de 31 milhões a 33 milhões de toneladas. O volume reportado no último relatório foi de 33 milhões de toneladas do cereal.

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