Cargas indivisíveis e todo o trabalho técnico por trás do transporte

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Transportar cargas excedentes no Brasil é um dos serviços mais caros do segmento e é extremamente fiscalizado e pode colocar em riscos muitas vidas.

O transporte de cargas excedentes é altamente rentável no Brasil portando há uma complexidade envolvida no sistema de movimentação das cargas indivisíveis que é regulamentado e fiscalizado.

Muitas vezes os caminhoneiros arriscam a vida, dirigindo por trechos desconhecidos e enfrentando intempéries climáticas durante o trajeto destas cargas excedentes.

O Departamento de Estradas e Rodagens (DER), aponta algumas exigências para que as cargas excedentes possam ser realizadas com segurança:

  • Limites de pesos e dimensões máximas
  • Horários de circulação- Estacionamentos proibidos- Documentação exigida
  • Tipos de validade das licenças
  • Taxas
  • Escoltas
  • Programação de travessia
  • De acordo com o chefe do posto da PRF de Erechim, Regivaldo Tonon, as cargas excedentes são fiscalizadas na origem, quando saem das empresas e vão ingressar na rodovia federal, para que seja efetivada uma fiscalização rigorosa em termos de equipamento, peso e demais exigências.

Para uma única operação de transporte de cargas excedentes muitas vezes e necessário consultar DER’s de mais de 4 estados e obter AET – Autorização Especial de Trânsito de todos para o tráfego em vias estaduais e sem dispensar uma única AET Federal para as BR’s.

Modelo de AET fornecida pelo DNIT

A empresa precisa de uma autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O órgão estabelece antes da viagem o trajeto que será traçado para a carga excedente, e o mesmo não pode ser mudado.

É preciso que o motorista tenha um conhecimento prévio deste trajeto, em função dos viadutos, pontes e demais infraestrutura das estradas que podem impedir a passagem das cargas excedentes ou causar acidentes”, revela Tonon.

O Chefe da PRF também ressalta que em vésperas e finais de feriados é proibido o transporte destas cargas. “Para evitar um maior risco de acidentes, nos feriados é limitado a transição das cargas excedentes na via, pois a velocidade do tráfego é muito lenta e as dimensões fogem do regular.

As intempéries climáticas como neblina e fortes chuvas, também exigem que o caminhoneiro pare em um posto próximo e espere o fator climático parar para voltar ao percurso”, salienta Tonon.

Em alguns casos, a escolta também é indispensável. Isso varia em relação a largura das cargas, e pode ser a escolta credenciada ou escolta da PRF.

Acidentes não são comuns e segundo a PRF, visto que a fiscalização e exigências são redobradas.

Quando ocorrem, são ocasionados pelos demais veículos que transitam na via, e se arriscam ao realizarem ultrapassagens perigosas, desrespeitando a escolta e ignorando a dimensão das cargas.

Condutores necessitam de cursos especiais. É exigido pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), que caminhoneiros responsáveis por estas cargas, realizem um curso preparatório. Neste curso aprendem medidas que podem ser tomadas frente aos riscos.

Veja o que a falta de planejamento pode causar à vida das pessoas envolvidas no processo de passagem de cargas excedentes

São estudadas as normas do DNIT e do CONTRAN, para que se adote um comportamento prevencionista, diminuindo os riscos de acidente. Excesso de peso é diferente de cargas excedentes.

Há uma grande diferença entre estes dois fatores. O excesso de peso nas cargas, acontece quando em veículos de porte de cargas comuns, trafegam com a quantidade maior que a permitida de produtos.

A PRF também é a responsável por essa fiscalização e afirma que houve um período onde os casos de excesso eram mais frequentes. Atualmente, a situação está mais branda.

“Nos realizamos a fiscalização permanente com referência sobre os veículos que fazem transporte de carga. Hoje, os caminhoneiros estão mais concientes em relação a isto.

Os casos mais frequentes eram de transporte de areia, pedra e óleo, máquinas geradoras de energia, torres eólicas.

As empresas irregulares são sempre autuadas, para que se conscientizem e o fato não volte a acontecer”, afirma Tonon.

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